A Harlequin mudou, mas continua sendo a mais romântica!



Quem acompanha o blog a algum tempinho sabe que os romances da Harlequin fazem parte da minha história como leitora, de uns 5 anos pra cá eu não sei mais viver ser uma edição de bolso me acompanhando no busão, na sala de espera do consultório médico, ou no sofá da sala. São histórias e autoras maravilhosas, tantas que se tornaram “queridas”.

A Harlequin existe desde 1949. Nossa, quantas histórias, né? Muita coisa mudou nesses 68 anos de história e a editora se prepara para mais um novo capitulo de sua história. A editora esta passando por uma reorganização em seus lançamentos. Nesse mês de junho na edição de banca apenas 5 romances foram publicados e isso é explicado pelo fechamento de muitos pontos de vendas e má distribuição dos lançamentos nos pontos existentes, isso acarretou numa baixa no número de vendas e numa reorganização dos lançamentos. 

Então quer dizer que não tem mais coleção de bolsa?

Não! Você ainda terá os seus livrinhos!!! A coleção Paixão continua quinzenal, Jéssica e Dueto mensalmente serão lançados.

E as demais coleções? Calma, a editora sempre terá uma surpresinha para você, a  coleção temática continua aparecendo um mês ou outro.

Também ganhamos uma nova Harlequin, agora nas livrarias, com um novo formato! Olha só os lançamentos do mês nesse sentido:


Se você ainda não sabe bem o que achar dessas mudanças, leia as palavras do marketing da Editora:

“Continuaremos investindo em diferentes tipos de romance- do contemporâneo ao erótico, do jovem ao histórico, e apresentaremos em breve uma nova seleção de autoras que acompanharão nossas divas máximas, trazendo uma Harlequin com nova vida. E podem contar sempre com lançamentos periódicos a preços justos, marca e compromisso de nossa Editora.”


A Harlequin mudou, mas continua a mais romântica do Brasil, a prova disso esta no fato do grupo continuar a publicar os romances mais legais e que sempre te farão suspirar de emoção. Esse é o comprometimento da editora para com todas as suas queridas! O importante é que você, leitor, também se pronuncie, exponha sua opinião, de dicas de autoras ou livros que te agradem, a editora sempre estará disposta a ouvi-los!

Pré Venda: Mulher Maravilha: Semesntes da Guerra

Nossa linda Editora Arqueiro esta com um livro simplesmente SENSACIONAL  em pré-venda e que merece e precisa ser divulgado: Mulher Maravilha: Sementes da Guerra.
Se você precisa parar um asteroide, você chama o Superman. Se você deseja resolver um mistério, você chama o Batman. Mas se você quer acabar com uma guerra, você chama a Mulher-Maravilha!” – Gail Simone, roteirista da DC Comics.


MULHER MARAVILHA: SEMENTES DA GUERRA
Antes de se tornar a Mulher-Maravilha, ela era apenas Diana.
Filha da deusa Hipólita, Diana deseja apenas se provar entre suas irmãs guerreiras. Mas quando a oportunidade finalmente chega, ela joga fora sua chance de glória ao quebrar uma lei das amazonas e salvar Alia Keralis, uma simples mortal.
No entanto, Alia está longe de ser uma garota comum. Ela é uma semente da guerra, descendente da infame Helena de Troia, destinada a trazer uma era de derramamento de sangue e miséria. Agora cabe a Diana salvar todos e dar seu primeiro passo como a maior heroína que o mundo já conheceu.

E quem comprar na pré venda ainda ganha um brinde exclusivo, que acompanha o livro: um pôster maravilhoso!

  Link da pré-venda


  Livraria Saraiva
 

Resenha A Árvore dos Anjos




A Árvore dos Anjos
Lucinda Riley
Arqueiro, 2017
Sinopse: Trinta anos se passaram desde que Greta deixou de morar no solar Marchmont, uma bela e majestosa residência na região rural do País de Gales. A convite de seu velho amigo David, ela decide retornar ao lugar para comemorar o Natal. Porém, devido a um acidente de carro, Greta não tem mais lembranças da época em que vivia na propriedade, assim como de boa parte de seu passado.
Durante uma caminhada pela paisagem invernal de Marchmont, ela encontra uma sepultura no bosque, e a inscrição na lápide coberta de neve se torna a fagulha que a ajudará a recuperar a memória.
Contudo, relembrar o passado também significa reviver segredos dolorosos e muito bem guardados, como o motivo para Greta ter fugido do solar, quem ela era antes do acidente e o que aconteceu com sua filha, Cheska, uma jovem de beleza angelical... mas que esconde um lado sombrio.
Da aclamada autora da série As Sete Irmãs, A Árvore dos Anjos é uma história tocante sobre amores e perdas, sobre como nossas escolhas de vida podem tanto definir quem somos como permitir um novo começo.


“O amor é uma coisa muito estranha, Cheska. Ele pode mudar sua vida, fazer você fazer coisas que, à luz do dia, você saberia que estavam erradas.”


Quando comecei a ler o livro já sabia o que esperar: uma boa história. É característico de Lucinda escrever bem, prender seu leitor em uma teia de passado e presente, em situações que se ligam até que finalmente venha o entendimento. Mas em “A árvore dos Anjos” fui pega por uma Lucinda diferente, uma autora que explorou mais ainda seus personagens, as situações e os sentimentos deles e também aqueles que seriam desencadeados em seus leitores.

Nesta nova trama conhecemos Greta, uma senhora de 58 anos que apesar de jovem em idade, tem histórias que parecem não caber em seus 58 anos: a jovem ambiciosa que chegou a Londres tentando alcançar o estrelato, a mulher abandonada pelo soldado americano, a jovem que conquistou Marchmount, a precoce mãe, a dedicada protetora, a mulher que ficou em coma e por 24 anos passou uma vida sem memórias... Na trama, ao recobrar a memória e ir recriando sua história Greta nos mostra a sua imperfeição como pessoa, os erros e acertos de uma vida marcada por uma escolha.

É 1945 novamente, quando Greta mais precisou de ajuda David Marchmount esteve ao seu lado, oferecendo melhor de si e mudando para sempre o destino de tantas pessoas, mudando tantas gerações. A chegada de Greta a Marchmount mudou para sempre a vida do então senhor das terras Owen, que encontrou na bela jovem e nos filhos que ela carregava a oportunidade de reviver e vingar-se de L.J., a mãe de David. Anos depois, é Cheska, a filha de Greta, que tem sua vida mudada pelo estrelato iminente. 

Dois destaques para a trama são David e Cheska, eles são personagens fundamentais na vida de Greta como também para a composição da trama. Ele por ser o personagem mais marcante pela bondade, generosidade e se mostrar o mais amável. Ela, Cheska, é a mais surpreendente para mim. Sinceramente, eu não esperava que Lucinda escrevesse uma personagem tão complexa quanto Cheska, nem que a mesma caberia no enredo de Lucinda, mas autora é tão genial que conseguiu introduzir a complexidade de Cheska a trama de uma forma brilhante.

Em momento algum Lucinda tentou ou quis passar a impressão de criar personagens perfeitos, todos temos um lado ambíguo, nenhuma família é perfeita, todos escondem segredos, e nenhum dos personagens é exposto de maneira crua, por esse misto temporal que a trama possui é possível conhecê-los em integridade, ir se envolvendo em seus dramas, alegrias e dores. Com toques surpreendentes de suspense, adrenalina e muita emoção, o livro mostra uma nova faceta de Lucinda enquanto autora, pois ela aposta em algo totalmente novo para seu livro, trazendo cada vez mais mistérios para a família Marchmount, simplesmente eletrizante. Acredite, você sentira todos os sentimentos dos personagens, é de arrepiar!

A autora consegue nos fazer sentir presente em cada diálogo, em cada ação, em cada reflexão, acima de tudo, Lucinda se caracteriza não só por ser uma escritora, mas por saber ser uma contadora de histórias magníficas, envolventes, enigmáticas e totalmente surpreendentes. “A árvore dos Anjos”, como a autora nos conta em uma nota ao leitor ao fim do livro é fruto de uma revisão de um dos seus primeiros romances intitulado “Não exatamente um anjo”, publicado em 1995, a pesar de dar embase para o romance sobre o qual resenho a autora conforma que mudou muita coisa, inclusive o destino de alguns personagens e claro que fica aquela curiosidade de saber o que a trama original reservaria de emoções, mas não da para negar o primor que o livro é. Recomendadíssimo!

Resenha O Erro




O Erro
Amores Improváveis # 2
Elle Kennedy
Editora Paralela, 2016
Sinopse: Logan parece viver uma vida de sonhos. Com um talento incrível para jogar hóquei e um charme inato para conquistar mulheres, ele é uma das maiores estrelas da universidade de Briar. Mas por trás do característico sorriso maroto, ele esconde duas grandes angústias – a primeira, estar apaixonado pela namorada de seu melhor amigo. A segunda, saber que sua vida, após a formatura, se tornará um beco sem saída.
Um dia, por acaso, ele conhece Grace, uma garota tão encantadora quanto intrigante. Tudo nela parece ser original e deliciosamente contraditório – tímida, mas ao mesmo tempo vibrante. Doce, mas ao mesmo tempo forte e confiante. A cada encontro, Logan se vê mais e mais envolvido. Mas um grande erro colocará o relacionamento desses dois jovens em risco.
Agora, Logan terá que se esforçar para reconquistar Grace – nem que para isso ele precise amadurecer e encarar de frente as suas questões mais profundas e doloridas.

Dando sequência nas leituras finalmente consegui ter a criatividade necessária para trazer uma resenha digna para vocês, afinal um bom livro merece uma boa critica!

Eu estava louca para conhecer mais dos jogadores de hóquei mais lindos do mundo e depois de cair de amores por Garrett chegou a vez de me encantar por Logan. O Logan do primeiro livro estava apagado, com uma certa névoa sobre si, um que de mistério e amargor que fica claro o motivo no segundo livro: nada mais nada menos que uma paixonite pela então namorada do melhor amigo, Hannah.

Sem querer se meter no relacionamento, Logan acaba por se afastar e viver a vida loucamente: muitas festas, muitas bebidas e muitas mulheres. Entre essas mulheres esta Grace, uma garota doce, singela que de forma despretensiosa lhe mostrou um outro lado da relação homem- mulher. Grace não é o tipo de Logan, ela é prática, normal e esta longe do padrão loira peituda, mas é justamente a diferença dela entre as outras que o atrai.

Dividido entre uma antiga paixão e uma nova Logan comente erros que podem custar o novo relacionamento que começava a se instaurar e acredite, reverter a situação será bem divertido para o leitor.


“E eu a deixei ir embora. Qual é o meu problema?” p. 256


Novamente Elle nos brinda com uma trama divertida, espontânea e jovem, o ambiente da Briar á altamente alegre e a república com os boys magia mais divertida ainda, eles se provocam, se zoam, mas são uma família unida pela amizade e companheirismo.

Grace enquanto personagem começou meia apagadinha para mim, o clássico de menina virginal bobinha, mas que amadureceu com a trama, ela parece que ganhou mais voz conforme as páginas e os meses temporais da história também passavam. Confesso que amei o jeitinho dela de fazer Logan comer o pão que o diabo amassou para reconquistá-la, aliás ri demais com isso.


“Logan ri de novo, e nós dois voltamos a atenção para o filme, enquanto me parabenizo mentalmente. Acabei de ter uma conversa coerente inteira com um cara bonito. Mereço uma estrela dourada por isso.” p. 28


Ao mesmo tempo em que quis arrancar os cabelos, me identifiquei em alguns momentos com Grace, principalmente pela sua fragilidade em confiar em si mesma no inicio da história e pela sua tagarelice. Ela foi uma mistura boa, mas que melhorou muito conforme a trama evoluiu.

Os capítulos são alternados entre os personagens novamente e isso me atrai bastante, além do que movimenta a história, pois os dois lados sempre tem muito a contar e vivenciar e isso enriquece a trama. Eu adorei as participações dos demais meninos da república, além de embelezar minha imaginação, eu já sabia que quando eles aparecessem ia ser diversão na hora.


“O que você ta fazendo ai? Faz uma hora que ta rabiscando nesse bloquinho.”
“Escrevendo um poema de amor, respondo sem pensar. Então comprimo os lábios, percebendo o que acabei de fazer.”
“Um silencio recai dobre a cozinha. Garrett e Tucker trocam um olhar. Extremamente demorado. Então, em sincronia, voltam-se na minha direção e me encaram como se eu estivesse acabado de sair de um manicômio.” p. 173


Apesar de me divertir muito lendo um livro da Elle, coisa que já virou característica, eu também me emocionei muito tanto no anterior quanto neste. A autora continua problematizando situações e temas atuais em sua trama, mostrando que todos tem seus problemas e dramas e que pelo fundo de verdade que suas tramas carregam é fácil imaginar seus personagens como reais. Também me emocionei imaginando as cenas mais românticas, aliás a autora é mestre nessa jogada de finais surpreendentemente românticos, daqueles que fazem com que a leitora romântica que escreve fique com os olhos marejados e coração cheio.

 

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