Resenha A Bela e o Ferreiro




A Bela e o Ferreiro
Spindle Cove # 3.5
Tessa Dare
Gutenberg, 2016
Sinopse: Diana Highwood estava destinada a ter um casamento perfeito, digno de flores, seda, ouro e, no mínimo, com um duque ou um marquês. Isso era o que sua mãe, a Sra. Highwood, declarava, planejando toda a vida da filha com base na certeza de que ela conquistaria o coração de um nobre.
Entretanto, o amor encontra Diana no local mais inesperado. Não nos bailes de debute em Londres, ou em carruagens, castelos e vales verdejantes O homem por quem ela se apaixona é forte como ferro, belo como ouro e quente como brasa. E está em uma ferraria.
Envolvida em uma paixão proibida, a doce e frágil Diana está disposta a abandonar todas as suas chances de um casamento aristocrático para viver esse grande amor com Aaron Dawes e, finalmente, ter uma vida livre! Livre para fazer suas próprias escolhas e parar de viver sob a sombra dos desejos de sua mãe. Há, enfim, uma fagulha de esperança para uma vida plena e feliz.
Mas serão um pobre ferreiro e sua forja o felizes para sempre de uma mulher que poderia ter qualquer coisa? Será que ambos estarão dispostos a arriscar tudo pelo amor e o desejo?

Quem não se lembra de Diana? A beldade Diana, a aposta de ouro da senhora Highwood em arrumar um casamento promissor, com um aristocrata imponente, mas tudo o que não se contava é que a beldade sofreria de asma e precisaria de um lugar mais estável, perto do mar para cura-se e Spindle Cove foi o lugar escolhido por ser um reduto feminino de muito prestigio, lá elas viram e viveram muitas emoções, mas a maior de todas ainda estava por vir.

Aaron é o ferreiro da cidade, um homem importante para sua comunidade, mas acima de tudo um homem simples que sabe que não pode sonhar em ter uma lady como Diana em seus braços, mas quando ambos desejam a mesma coisa seria possível vencer obstáculos sociais?

Eu realmente esperava um livro só da Diana, ela foi uma personagem secundária importante para as tramas anteriores, ela merecia conhecer o amor, já Aaron foi uma surpresa para mim, não pela improbabilidade do romance, mas por ele ter passado tanto tempo escondidinho nos livros anteriores que eu meio que tinha me esquecido dele! Mas depois desse livro ele se tornou inesquecível!

O romance é uma gracinha, é um conto, então as coisas evoluem mais rápido, mas não menos encantadoras, o romance de Aaron e Diana promete abalar não só pelo aspecto social da época, uma vez que as classes sociais eram ditames importantes a serem preservados, mas também pelo fato de ter acontecido em segredo em Spindle Cove o lugar em que nada fica em segredo (risos).

Com uma trama já caracterizada pelo excelente nível de escrita de Tessa Dare , “A bela e o ferreiro” faz uma leve alusão ao clássico dos contos infantis em que a bela Diana se apaixona pela fera Aaron, tendo de enfrentar barreiras impostas pela sociedade e por eles mesmos que precisam assumir o que sente e encarar as consequências. Risos já são esperados, afinal Tessa se mostra aquela autora que sempre tem uma situação coringa na manga para cativar ainda mais seu leitor.

Minha única ressalva é que eu não queria que tivesse terminado. Simplesmente encantada, de novo!

Resenha A Soma de Todos os Beijos




A Soma de Todos os Beijos
Quarteto Smythe-Smith # 3
Julia Quinn
Arqueiro, 2017
Sinopse: Lorde Hugh Prentice é um gênio da matemática e teve sua perna (e sua vida) arruinada por causa de um duelo com seu amigo, Daniel Smythe-Smith.
Nesse livro, conheceremos um pouco da história de Hugh, antes e depois do acontecido. Sua família, o desespero de seu pai para conseguir que um de seus filhos lhe desse um herdeiro, visto que um não é chegado à mulheres e o outro, provavelmente terá dificuldades em encontrar uma esposa, e principalmente em ter filhos.
E, claro, sua relação de amor e ódio com Sarah Pleinsworth, prima mais velha de Daniel, que mesmo antes de conhecê-lo, já odiava Hugh por ter arruinado sua família através desse duelo.
Mas, as coisas começam a mudar quando Honoria, sua prima, pede para Hugh substituir seu padrinho no casamento e para Sarah ser sua acompanhante durante sua estadia, para que ele ficasse mais confortável diante dos familiares de Daniel. E esse tempo se prolonga, já que Daniel se casará duas semanas depois da irmã e resolve torná-los uma única festa...
É claro que eles não se dão no início, mas com o tempo, ainda mais depois do primeiro casamento, quando ela fica impossibilitada de andar, eles deixam as diferenças de lado e começam a se conhecer realmente, e, o que era ódio, acaba se tornando uma paixão avassaladora.
Mas as limitações de Hugh vão ser apenas um dos problemas que o casal enfrentará pelo caminho...

Eu me vi encantada pela história de Hugh muito antes dele ter a sua própria história, em “Uma noite como esta” ele é um ponto fundamental para que Daniel Smythe-Smith pudesse regressar e encontrar a redenção do lado da bela Anne, uma boa ação tem que ser paga com uma outra boa ação, então nada mais justo que Hugh pudesse encontrar a sua felicidade.


“Nunca voltaria a cavalgar, subir em árvores ou andar a passos largos por um salão impressionando uma dama. Havia mil coisas que nunca voltaria a fazer, e, quando achava que seria um homem quem o lembraria disso – um capaz de dançar, boxear e fazer todas aquelas malditas coisas masculinas-, era ela, lady Sarah Pleinsworth, com seus belos olhos, pés ágeis e todos os sorrisos que dera aos seus parceiros de dança naquela manhã quem o fizera. Não gostava dela. Realmente não gostava, mas, por Deus, teria vendido uma parte de sua alma naquele instante para dançar com ela.” p. 98


Três anos antes, sua vida mudou completamente, em um momento de embriaguez e insensatez ele perdeu não só um jogo de cartas, mas também um amigo e  mais do que isso perdeu boa parte de sua vitalidade e mobilidade, pois em um fatídico duelo ele acabou acertado na perna, lesionando-a gravemente. De lá pra cá Hugh encontrou muitas limitações em seu caminho, limitações físicas e mentais, lidou com dores e fantasmas e parece finalmente ter encontrado o equilíbrio que necessitava: ele conseguiu retomar a amizade com Daniel, conseguiu driblar a sede de vingança do pai e parece finalmente ter aprendido a conviver com sua situação, mas ele nunca podia imaginar que a recente convivência com Daniel faria com que ele tivesse que conviver com a prima dele, lady Sarah.

Ácida, mordaz e incrivelmente sincera Sarah é de longe uma bela definição para a família Smythe-Smith, ela nunca perdoou Hugh pelo duelo que acarretou no exílio do primo e no desconforto da família, como ela frisa foram 14 bons partidos na temporada de 1821, 14 partidos perdidos, 14 oportunidades perdidas de fugir do quarteto Smythe-Smith.

Apesar da carapaça durona Sarah no fundo quer seu final feliz, ela idealiza o casamento, os relacionamentos, preza pela família apesar de viver discutindo com as irmãs e primas, por isso, muito me identifiquei com ela e pelas farpas trocadas com Hugh eu realmente idealizava-os como casal. 

Ambos não se suportam, mas por duas semanas tem que conviver na mais perfeita harmonia em prol da felicidade alheia e talvez seja justamente nesse acordo velado que eles percebam o quão parecidos são.


“Algo parecido com admiração começou a vibrar dentro dela. Lorde Hugh continuava rude e irritante, e ela não gostava da companhia dele, mas pela primeira vez desde aquele fatídico duelo, três anos e meio antes, Sarah percebeu que o admirava. Ele era forte [...] Tinha que ser, para se recuperar daquela lesão.” p. 105


Esse foi o romance que mais gostei do quarteto até agora, não só por ter me apaixonado de cara por lorde Hugh ou por ter me identificado tanto com o jeito de Sarah, mas eu achei esse terceiro livro mais divertido por assim dizer, o clã de meninas Pleinsworth é barulhento, divertido, falante e são extremamente alcoviteiras e nem preciso dizer que amei isso.

Todo o drama fica por conta do pai de Hugh, um homenzinho realmente desprezível que promete colocar a felicidade do casal em risco, o que venceria: vingança ou amor?

Julia mais uma vez foi magistral, ela sabe encantar pelas palavras e criou cenas tão lindas e vividas que são tão claras que chegam a parecer reais. Cada discussão, beijo ou interação entre os personagens se tornou única e especial para a composição do enredo central. Foi um prazer reencontrar personagens queridos, mais uma família encantadora e avassaladora! Embarcarei na leitura do último livro e tenho certeza de duas coisas: vai ser difícil um casal desbancar Sarah e Hugh e em segundo, não to pronta pro fim da série!

Resenha Quando a Bela Domou a Fera




Quando a Bela Domou a Fera
Eloisa James
Arqueiro, 2017

Sinopse: Piers Yelverton, o conde de Marchant, vive em um castelo no País de Gales, onde seu temperamento irascível acaba ferindo todos os que cruzam seu caminho. Além disso, segundo as más línguas, o defeito que ele tem na perna o deixou imune aos encantos de qualquer mulher.
Mas Linnet não é qualquer mulher. É uma das moças mais adoráveis que já circularam pelos salões de Londres. Seu charme e sua inteligência já fizeram com que até mesmo um príncipe caísse a seus pés. Após ver seu nome envolvido em um escândalo da realeza, ela definitivamente precisa de um marido e, ao conhecer Piers, prevê que ele se apaixonará perdidamente em apenas duas semanas.
No entanto, Linnet não faz ideia do perigo que seu coração corre. Afinal, o homem a quem ela o está entregando talvez nunca seja capaz de corresponder a seus sentimentos. Que preço ela estará disposta a pagar para domar o coração frio e selvagem do conde? E Piers, por sua vez, será capaz de abrir mão de suas convicções mais profundas pela mulher mais maravilhosa que já conheceu?

A Bela e a Fera é meu conto de fadas preferido e eu estava ansiosa pela releitura de Eloisa James que a Editora Arqueiro já havia anunciado que publicaria, por isso quando o lançamento saiu do formo só faltou que eu quicasse de alegria!


“No fundo ela não tinha medo de perder a sua reputação... Tinha medo de perder seu coração.” p. 213


Nessa trama de James temos uma bela jovem da sociedade chamada Linnet, aclamada por sua beleza e charme a jovem sabe que agrada aos olhares masculinos e gosta da sensação do flerte, ganhando atenções reais até mesmo. Mas o conto de fadas da mocinha termina por ai, quando o príncipe por falta de imposição, canalhice e padrões sociais não pode elegê-la como esposa e reputação de Linnet vai ao chão em meio a um escândalo e sem ao menos ter a família por defendê-la.

Do outro lado, no país de Gales, temos a Fera, o pródigo e amargurado médico Piers que sofre com uma dor lancinante na perna, causada por uma tragédia. Pela amargura e mau humor o belo ganhou a fama de fera. Seu pai, que busca restabelecer um elo com o filho quer a todo custo arrumar-lhe uma esposa, mas sabe que graças ao gênio do filho essa se torna uma missão impossível, ele precisava de uma moça em declive, sem opções... ele precisava justamente de alguém como Linnet!

Com um acordo selado Linnet e Piers se vêem sob o mesmo teto e com o mesmo gênio imbatível para acalorar discussões e paixões e como trocam farpas! Os dois são geniosos e a adaptação do conto de fadas é bem bacana, Eloisa James é uma autora que me surpreendeu, tanto pela forma como escreve, quanto pela forma como ela caracteriza seus personagens, enquanto a bela Linnet tem que encarar a oscilação de seu poder perante a sociedade, de uma jovem bem nascida a uma ralé de escândalos, renegada pela família, bem dizer doada para um casamento com um estranho, Piers é a personificação da fera, não pelas suas feições, mas pelos seus sentimentos explosivos, taciturnos, ácidos, com uma verdadeira carapaça de gelo.


“À sua maneira, Linnet era a versão feminina dele próprio: detestável, bonita demais, inteligente demais, mordaz demais.” p. 142


Eloisa tem um jeito próprio e cativante de escrever e de fisgar o leitor, apesar das nuances semelhantes com o conto de fadas em destaque tanto Linnet quanto Piers conseguiram dar seu próprio toque a trama, tornando-a única e com um que de divertido e romântico ao mesmo tempo.  A autora trata com uma naturalidade beirando o realismo do conservadorismo da sociedade londrina, trazendo todos os escândalos e de uma forma divertida e meio maluca, mas imensamente divertida.

A capa é um show a parte, resgata elementos do conto adaptado, com um jogo de cores belíssimo, aliás, uma capa boa que traz um conteúdo ainda mais lindo! Combinação perfeita!

Algumas pessoas em um grupo no face questionaram a tradução da história e tal, achando o linguajar um pouco vulgar, para mim, o linguajar foi mais uma caracterização de Piers: grosseiro, direto, sem floreios. Apenas o que me incomodou um pouquinho foi a inconclusão de alguns destinos, ficou aquele pontinho de interrogação na cabeça, mas nada que tire o brilho em si da trama.

 Eloisa James foi uma autora nova para mim e tanto ela quanto sua série já ganharam espaço no meu coração.

Resenha A Dama da Meia-Noite




A Dama da Meia-Noite
Spindle Cove # 3
Tessa Dare
Gutenberg, 2015
Sinopse: Pode um amor avassalador apagar as marcas de um passado sombrio?
Após anos lutando por sua vida, a doce professora de piano, Srta. Kate Taylor, encontrou um lar e amizades eternas em SpindleCove. Mas seu coração nunca parou de buscar desesperadamente a verdade sobre o seu passado. Em seu rosto, uma mancha cor-de-vinho é a única marca que ela possui de seu nascimento. Não há documentos, pistas, e nem ao menos lembranças…
Depois de uma visita desanimadora para sua ex-professora, que se recusa a dizer qualquer coisa para Kate, ela conta apenas com a bondade de um morador de SpindleCove, o misterioso, frio e brutalmente lindo, Cabo Thorne, para voltar para casa em segurança. Embora Kate inicialmente sinta-se intimidada por sua escolta, uma atração mútua faísca entre os dois durante a viagem. Ao chegar de volta à pensão onde mora, Kate fica surpresa ao encontrar um grupo de aristocratas que afirma ser sua família.
Extremamente desconfiado, Thorne propõe um noivado fictício à Kate, permitindo-lhe ficar ao seu lado para protegê-la e descobrir as reais intenções daquela família. Mas o noivado falso traz à tona sentimentos genuínos, assim como respostas às perguntas de Kate.
Acostumado com combates e campos de batalhas, Thorne se vê na pior guerra que poderia imaginar. Ele guarda um segredo sobre Kate e fará de tudo para protegê-la de qualquer mal que se atreva atravessar seu caminho, seja uma suposta família oportunista… ou até ele mesmo.

Kate é uma mulher frágil e que desde pequena se viu no julgo de outras pessoas, primeiro as professoras do orfanato, depois caminhou muito até encontrar em SpindleCoveum lugar para si mesma, estabelecida como a professora de música da região Kate não tem muitas esperanças de casar-se, sua origem simples e a marca de nascença em seu rosto parecem afastar todo e qualquer pretendente, mas ela realmente não se importa, desde que tenha bons amigos ao seu lado e um teto sob sua cabeça.


"Minha vida toda", ela começou, com a voz falhando, "eu me apeguei a uns fiapos de memória. Não importava o quão triste era minha realidade, essas lembranças vagas me davam a esperança de que alguém, em algum lugar, havia gostado de mim, um dia. E eu sempre acredite, no fundo do meu ser, que algum dia alguém me amaria novamente." p. 203


O que mais incomoda Kate, entretanto, são as nebulosas imagens que ela guarda de seus primeiros anos na infância, algo parece indicar que ela ainda tem parentes no mundo e a vontade de descobrir quem eles se tornaa mais importante de suas missões.

Cabo Thorne, de quem pouco li, um homem fechado em si mesmo, com suas próprias amarguras e temores. Um homem que com certeza teria um passado nebuloso por trás de toda sua amargura e postura ranzinza... 


"Ela o observou naquele momento: braços cruzados, rosto duro, o olhar frio como gelo. Ele era uma armadura viva." p. 95


Quando uma família aristocrática pra lá de excêntrica crê que Kate é uma parente perdida  cabe a Thorne tomar parte na situação, protegendo-a, preservando-a. a chegada dos Gramercy em Spindle Cove promete agitar não só a pequena vila, mas como os sentimentos dos personagens.

A angustia de Kate em encontrar sua família atrelada ao anseio natural de Thorne de cuidar e proteger promete de deixar de olhos marejados e sorriso bobo na cara.

Eu adorei a história criada por Tessa, mais uma vez ela arrasou! A trama é gostosa de ler, tem aquela dose certa de drama, dois personagens sofridos, fechados para qualquer sentimento, sentindo-se indignos de qualquer felicidade que encontram num fingimento a alegria que precisavam. Ir descobrindo Thorne foi um prazer, cada página ele me conquistava um pouco mais, Kate também foi uma surpresa, parecendo tão frágil, tão quebrável, tão singela, tão empática, mas que se mostrou mais que uma mocinha rejeitada, ela desabrochou por completo, indo de um extremo ao outro, eu só conseguia abraçar o livro e dizer “arrasa, amiga!”

Thorne e Kate enquanto casal tem química e aquele ar de amor puro, desejo proibido. Eu me encantei com Kate, com a forma como a autora vai dando informações sobre Thorne, como se o próprio personagem estivesse confiando em Kate e no leitor para dividir sua história, seus mistérios e finalmente acreditando em um final feliz para si próprio.

Eu realmente fiquei com lágrimas nos olhos pela história, lágrimas de emoção e dos risos provocados pela família Gramercy, com as balinhas apimentadas de Tia Sagui, ou com as tiradas sarcásticas de Harriet. Leia e apaixone-se!

Parece clichê e repetitivo dizer que esse é o melhor livro da autora, mas de um jeito diferente cada livro dela me fez ficar apaixonada, Spindle Cove e seus personagens ficarão guardados para sempre na memória como uma das melhores leituras de todos os tempos!
 

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