Resenha Leis da Atração




Leis da Atração
Título Original: The Laws of Attraction (Irmãs Rose Cottage, #3)
Sherryl Woods
Rainhas do Romance Ed. 118
Harlequin, 2016
Sinopse: A lei do amor!
Após um caso difícil, a advogada Ashley D’Angelo se refugiou no chalé da avó para reavaliar a vida.Mas, apesar do que suas irmãs acreditam, não há nada de mágico em Rose Cottage! Ela tem certeza de que não irá sucumbir à “maldição” de se apaixonar enquanto visita o lugar. Porém, depois de um memorável encontro com Josh Madison, Ashley é dominada por uma forte atração. Ele parece ser diferente de todos os homens que já conhecera. Contudo, há muito mais em Josh do que seus olhos podem ver. E quando Ashley descobrir o segredo que ele esconde, seu romance de conto de fadas pode se tornar um verdadeiro pesadelo!

Ashley estava vivendo o caos profissional, depois de um caso jurídico que lhe tirou não só a respeitabilidade como também a confiança em si própria em seu senso de julgamento eis que a mocinha vai para perto das irmãs em busca de companhia e refúgio, lá a bela encontra-se com Josh que assim como ela tem seus próprios problemas profissionais e pessoais.

Como sempre, nenhum dos dois consegue negar a atração que sentem, mesmo que o romance seja a última coisa que precisam ou querem é justamente o que Rose Cottage lhes dá!

Sobre a trama esse é o terceiro livro das irmãs D’Angelo que leio e confesso que esse foi o que menos curti até agora, isso porque não fui muito com a cara de Ashley, para mim ela fez tempestade em um copo d’água e criou um caos desnecessário e por vezes a achei esnobe, apesar de suas tentativas de parecer o contrário. Se eu soubesse revirar os olhos com certeza faria mil vezes para Ashley e seu ar de superioridade, não rolou empatia nenhuma com ela meu povo.

Já Josh ♥♥♥ quero um desses! Meu Deus, quanta paciência esse homem tem pra aguentar os pitis da Ashely! Ele é quase um santo... eu o achei bem humorado, consistente e pertinente, ele sabe que deu “mancada”, mas sabe também que não foi unilateral e assume a sua parte na culpa. Ele não fugiu da raia!

Em suma, eu achei o mocinho ideal para a mocinha mais inadequada possível, eu daria um final infeliz para Ashley com certeza (malévola, yo!). A trama também é salva pela união entre as irmãs e a pequena ponta de curiosidade que Sherryl lança para o próximo livro das irmãs. A história de Jo tem que “salvar” a impressão negativa que fiquei de Ashley.

[Recadinho]




Queridos, hoje venho dar um breve recado: estou de mudança! Depois de muitos imprevistos e protelações enfim irei para minha nova casa.

Moro em uma cidade muito pequena, cercada por sítios e a minha vida inteira vivi na zona rural e pela primeira vez me mudarei para a cidade, é uma mudança e tanto! Além disso, essa será uma casa própria e me dá muito orgulho! Claro que estou nostálgica por demais de antemão, mas sei que será algo benéfico e necessário.

O que quero dizer com esse post é que ficarei ausente por alguns dias, tanto das redes sociais quanto dos blogs que acompanho e comento e avisar que também deixarei o Felicidade em Livros sem postagens até que a minha conexão com a internet esteja restabelecida. (que seja logo, Senhor!)

Claro que fica o convite para que se aventurem nas postagens antigas e não deixem de participar da promo de Natal (só clicar no banner abaixo), agradeço de antemão pela atenção e também pela compreensão!


http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/2016/11/promocao-clima-de-natal.html


Volto loguinho!!!!!! Sintam saudade, pois eu já estou morrendo!!!!!

Resenha Felizes Para Sempre




Felizes Para Sempre
Quarteto de Noivas # 04
Nora Roberts
Arqueiro, 2014
Sinopse: Parker Brown sabe que subir ao altar é um dos momentos mais extraordinários na vida de um casal. Por isso ela administra a Votos a bem-sucedida empresa de organização de casamentos que fundou com suas três melhores amigas com pulso firme e muita dedicação.
Seu dia de trabalho começa cedo às vezes de madrugada, quando alguma noiva ansiosa lhe telefona aos prantos. Mas ela não se importa. Cada vez que ajuda uma mulher a escolher o vestido perfeito para o grande dia ou vê o sorriso nervoso e feliz de um noivo no altar, ela sente que está dando sua contribuição para uma história igual à de seus pais.
Porém a rica, linda e inteligente Parker também quer ser feliz no amor. Só que, em vez do intelectual sensível que sempre esteve em seus planos, parece que o destino lhe reservou uma surpresa.
Malcolm Kavanaugh é um mecânico de automóveis e ex-dublê de filmes de ação. Amigo do irmão de Parker, ele não tem vergonha de elogiar as belas pernas da moça e, com suas mãos ásperas, faz com que a empresária certinha e controladora simplesmente perca o chão.
Agora eles vão descobrir que, mesmo com suas diferenças, podem completar um ao outro. E quem disse que o príncipe encantado não pode chegar numa Harley-Davidson?

E enfim chegou a vez do tão aclamado “felizes para sempre”, um bonito trocadilho para o fim da trama e também para a parte final desse conto de fadas... finalmente Parker, a cabeça da Votos, a pragmática, a mais fechada das amigas.

Parker entende tudo sobre casamentos, tudo mesmo, dos detalhes, dos estresses, da alegria e da emoção, apesar dela mesma não estar pensando em se casar, a mesma tem percebido que a vida do quarteto tem mudado em pouco tempo: suas melhores amigas estão felizes, bem amadas e com planos de futuro. Não que Parker esteja amarga ou passando pela crise dos 30 por conta dos casamentos iminentes, ela realmente esta focada no trabalho e feliz com isso e eis que parece Malcolm.

Ter lido a história de Parker mostrou uma vulnerabilidade nela que não era aparente nos livros anteriores, é como se ela finalmente tivesse se aberto.


“Podia ser bem sucedida sem isso. podia ficar satisfeita sem isso. mas se conhecia bem o bastante para saber que nunca se sentiria completa, nunca seria inteiramente feliz sem um companheiro.” p. 220


Malcolm é uma daquelas adições maravilhosas à um grupo de amigos, benditos sejam os boys magias que trazem amigos boys magias para a turma! Seu lado bad boy com sua Harley, seu passado como dublê e misturado com seu lado charmoso e sedutor, que combinação! Nessa o pragmatismo de Parker já era!

Eu tinha uma certa ansiedade em ler a história de Parker, apesar de rica e bem sucedida, a mesma também tem seu lado sofrido, com a perda dos pais e por ter idealizado esse negócio de sucesso que é a Votos, ela tem alguns pontos com os quais me identifico e mesmo com a sua aparente distância e seu lado arrogante ela foi a que mais me gerou empatia.


“Acreditava no poder e na força do amor, nas promessas feitas. Na solidez do compromisso. Casamentos eram a celebração de todas essas coisas, uma espécie de espetáculo cheio de símbolos e tradições. Mas no seu cerne havia os votos, as promessas, o laço emocional que se criava entre duas pessoas que acreditavam que seu relacionamento duraria a vida toda.” p.220


 No fundo eu realmente torcia para que chegasse à vida dela um daqueles amores de abalar as estruturas, tirar aquele ar inabalável dela... e foi o que aconteceu!

Ambos são cabeças duras, portanto passar por aqueles momentos de “não to acreditando que ele fez isso” ou “ela fez isso mesmo?” serão inevitáveis, mas necessários para compor a história de amor de Mal e Parker, garanto também que irão suspirar com esse homem, e que homem Senhor!!!!

O lado negativo é que finalmente as longas narrações e minúcias sobre os eventos me venceram, isso arrastou um pouco a trama, no começo é legal descobrir mais dos perrengues e do dia a dia de uma agência de eventos especializadas em casamento, toda a emoção e comoção em si, mas três livros depois isso se parece repetitivo  e desnecessário ao mesmo tempo, eu demorei bem mais para terminar o livro do que seus anteriores exatamente por conta de ter sido vencida pelo cansaço.

Terminei a série com uma impressão boa no geral, livros da Nora nunca decepcionam grandemente, são sempre histórias leves, agradáveis e muito românticas, essa série em especial mais do que mostrar o universo por trás do grande dia, mostra o verdadeiro valor da amizade, do companheirismo e do respeito.

Resenha O Primeiro Dia do Resto da Nossa Vida





O Primeiro Dia do Resto da Nossa Vida
Kate Eberlen
Arqueiro, 2016
Sinopse: Tess e Gus foram feitos um para o outro. Só que eles não se encontraram ainda.
E pode ser que nunca se encontrem... Tess sonha em ir para a universidade. Gus mal pode esperar para fugir do controle da família e descobrir sozinho o que realmente quer ser. Por um dia, nas férias, os caminhos desses dois jovens de 18 anos se cruzam antes que os dois retornem para casa e vejam que a vida nem sempre acontece como o planejado.
Ao longo dos dezesseis anos seguintes, traçando rumos diferentes, cada um vai descobrir os prazeres da juventude, enfrentar problemas familiares e encarar as dificuldades da vida adulta. Separados pela distância e pelo destino, tudo indica que é impossível que um dia eles se conheçam de verdade... ou será que não?
O Primeiro Dia do Resto da Nossa Vida narra duas trajetórias que se entrelaçam sem de fato se tocarem, fazendo o leitor se divertir, se emocionar e torcer o tempo todo por um encontro que pode nunca acontecer.

Eu realmente acredito em almas gêmeas, almas que nasceram para ficar juntas e que de alguma forma irão se encontrar em um dia, lugar e hora que marcará para sempre a suas vidas. O momento decisivo de Gus e Tess aconteceu quando ambos tinham dezoito anos, na bela e romântica Itália, mas em vez de um romance seus caminhos se cruzaram brevemente e cada um seguiu sua vida, com seus problemas e desafios da chamada vida adulta.


“Se eu tivesse chegado um instante mais tarde ao anfiteatro ou me espremido no fim de uma fileira de cadeiras em vez de começar uma nova provavelmente teria conversado com outras pessoas. ou será que não é assim que funciona? [...] Achamos que escolhemos nossos amigos, mas, talvez, seja apenas obra do acaso.” p. 56


Tess é a jovem que teve sua vida moldada pelo destino, no fim ela foi a garota que abdicou da faculdade para cuidar da mãe doente e da irmã pequena. Gus foi moldado para ser tudo o que o pai desejava e que não pode ser realizado pela morte iminente de seu irmão, o primogênito e sempre o mais ajustado para a família.

São dezesseis anos! Dezesseis! Entre casamentos, filhos, carreiras, abonanças e desavenças o leitor irá perceber como o destino e os acasos foram juntando e na hora “H” separando esse casal. Os capítulos são alternados, Gus e Tess narram seus feitos, seus sonhos e problemas e ao mesmo tempo em que narram suas histórias o leitor é conduzido a indagar sobre os possíveis encontros que não acontecem, aquele pequeno segundo que separou, por aquele inconveniente no último momento... tanta coisa impediu que esse casal tivesse uma história de amor, a todo o momento você se perguntará: eles terão o “e viverão felizes para sempre”?


“É engraçado, não é? Temos dicionários cheios de palavras incríveis, mas a única frase que os seres humanos inventaram para expressar sua paixão singular e infinita são quatro silabas pequeninas e inadequadas.” p. 424


Confesso que Gus me deu nos nervos no começo, o menino magrelo sem graça e sem opinião própria que deu as cabeçadas da vida, umas bem feias mas no final conseguiu me conquistar, pois ele conseguiu se redimir, não conscientemente, mas a vida o fez se redimir.

Já Tess é a personagem com a qual gostaria de passar horas conversando, eu me vi muito nela, pelos momentos, pelas decisões, pelas angustias e também pelos sonhos e ambições. A inquietação dela, os problemas, as cabeçadas com a vida, a persistência me impressionaram, mesmo não estando de acordo com todas as suas atitudes.

O bacana da história é que não é uma trama romantizada, é uma trama humanizada. Os personagens cometem erros, você terá raiva, se perguntará o porquê de algumas atitudes, você se emocionará, vai querer poder dar consolo, aquele colinho de mãe, você vivenciará a trama.


“Não é estranho pensar que milhares de casais vão se encontrar pela primeira vez esta noite? E alguns deles vão durar duas semanas e outros vão estar juntos daqui a vinte anos, mas nenhum deles sabe disso ainda...” p. 96


Eu fiquei horas divagando exatamente sobre quantos Gus e Tess estão por ai, se cruzando e descruzando, sem se esbarrarem, sem darem a oportunidade de seus destinos se conectarem... Será que eu mesma já passei por isso? é uma trama tão real, tão possível que você se pega imaginando, criando possibilidades.
A capa é um show a parte, é bem condizente com a história, retrata esses desencontros constantes, sem falar da combinação de cores que ficou incrível! É atrativa na medida certa e o título deixa muitas expectativas no ar. É mais uma daquelas leituras que você termina, mas que não sai de você. Realista e romântica na medida certa para encantar.

 

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